sexta-feira, 19 de maio de 2017

Eu, o Moro e o FBI

Em 2001, antes dos ataques das torres gêmeas de NY, precisei fazer um treinamento sobre lavagem de dinheiro, junto colegas de uma firma, em Boston, de envio de dinheiro em ao BR, por imigrantes. Pelo menos, isso, eu e o juiz Moro temos em comum. [levam muito à sério]. Claro, a partir de então, nós e nossa agência eramos constantemente monitorados. Não tive nada a Temer.

Entre outros assuntos, destacaram uma lista de pequenas infrações cotidianas, domésticas e aparentemente inocentes, que nos tornariam, cidadãos comuns, eleitores e contribuintes [e consumidores] , também corruptos, com consequências. Traduzo aqui:


  1. Falsificar carteirinhas, de estudante, clube, etc.;
  2. fotocopiar livros de bibliotecas [direitos autorais];
  3. Roubar caixa de TV a cabo [gato];
  4. Comprar produtos falsificados [piratas];
  5. Furar filas;
  6. Tentar subornar autoridades [guarda] para evitar multas;
  7. Jogos de azar a dinheiro [cassino clandestino] sem autorização;
  8. Colar em provas [ou oferecer cola], mesmo que de graça [cobrando é roubo];
  9. Bater ponto pelo colega de trabalho;
  10. Apresentar atestado medico falso;
  11. Falsas informações em curriculum [CV];
  12. Mentir para poupar amigo/parente perante à justiça;
  13. Mentir ou fraudar documentos para imigração, viagens, etc.
Isto ainda vale em 2017. É só uma reflexão.
Voltemos à Brasília.